sexta-feira, 30 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pesadelo desconexo

Um pesadelo acordar, no espelho me olhar com a barriga do Jô, cara do Paulo Coelho e previsível como os dois, algo trágico. Porém o pesadelo pode ser pior, acordar como Alexandre Frota em meio ao filme nacional com T. No entanto pode ser ainda pior, acordar como T em filme nacional com qualquer um na ação. Porém ainda pode ser pior e trash total, acordar como a Rogéria com qualquer sujeito na função. Pode ainda ser pior, acordar como uma porca no chiqueiro em fazenda, com um peão sobre. Pode ainda ser pior, ser a galinha da primeira transa do Maguila. Nem consigo imaginar situação pior.
Sempre tem caos e tragédia nunca tem limite, a bosta da mesma galinha, mas ainda pode ser pior, mosca da putrefação sobre as fezes. Ai pior, só não acordar e ficar preso em um pesadelo destes. (por Iberê)

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Dica: Leiam os textos feitos pelo Marcão, histórias marcantes, contadas com realismo. Descreve os fatos de maneira direta, sem receios ou pudores.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Onde se ganha o pão não se come a carne: será?

Tenho tara por secretárias. Sempre quis ter uma, como nos filmes pornôs: gostosa, linda e puta. Como nunca tive uma e muito menos um cargo que me permitisse tê-la, fico imaginando como será o dia em que poderei realizar este meu fetiche! Porém há pouco tempo apareceu uma estagiária aqui na empresa: nada muito chamativo, porém seu semblante anunciava o seu desejo constante em satisfazer as necessidades de um predador. Foi a primeira coisa que notei. Com o passar dos dias e com o contato direto, fomos nos conhecendo e interagindo.
- Você tem MSN? – perguntei
Era uma resposta que eu já sabia. Na verdade a pergunta que eu queria ter feito era qual o MSN dela e se ela não gostaria de transar comigo. Muito direto! A ocasião não me permitia isso.
Começamos a teclar e, inevitavelmente, conversas mais íntimas surgiriam, como de fato surgiram. Na flor de seus 20 aninhos e corpo atraente, logo vislumbrava a oportunidade de realizar uma de minhas taras.
Notei que toda terça feira ela ficava até mais tarde, visto que não tinha aulas nestes dias. Coincidentemente eram estes dias que eu fazia um cerão, nem um pouco contrariado. Em uma destas terças ela foi muito mal intencionada: foi trabalhar vestida pra me matar, visto que eu já havia lhe contado parte dos meus fetiches. Saia colada, salto alto, blusa decotada. Imediatamente a chamei pelo MSN e ela prontamente me disse que era um dia especial, uma comemoração, já que fora chamada para trabalhar em um escritório de advocacia, como secretária!!! Perguntou-me se parecia como uma e prontamente respondi que ela viesse até a minha mesa para auxiliar em uma tarefa. Apenas lhe mostrei o volume na minha calça e que aquela era a resposta que ela queria ouvir. Após todos saírem e depois de uma breve conversa na cozinha, nos beijamos de uma forma avassaladora. Mistura de primeiro beijo e despedida, me arrependo até hoje de não tê-la beijado antes. As limitações físicas de um lugar muitas vezes tornam as ocasiões muito mais excitantes. Na cozinha havia somente uma geladeira, uma mesa e um pequeno sofá de dois lugares. Foi ali mesmo. Já sem as calças eu sentei e curti um maravilhoso boquete! Ela continuava totalmente vestida (sabia o que eu queria). Fez aquilo com a experiência de uma mulher de 30! Ao se ajoelhar sobre o sofá, apenas desci sua meia calça até abaixo do joelho, penetrando seu  corpinho sem pena alguma. Lembro que em questão de poucos minutos seu rosto estava totalmente lambuzado. Aquela imagem nunca sairá da minha cabeça! Ainda hoje, quanto tomava um cafezinho na cozinha, fiquei alguns minutos parado me lembrando. Outras duas colegas estavam no mesmo local, e fiquei imaginando como seria se eu repetisse a cena com cada uma... “Onde se ganha o pão não se come a carne”, diz um sábio ditado. Será? Nem tanto. Neste exato momento olho para a minha chefe, de costas para mim, e fico pensando se algum dia ela irá me chamar na sua sala e “mandar” que eu trabalhe em baixo da sua mesa por alguns minutos...terei que obedecer! Não serei insubordinado de tal forma que fira a hierarquia estabelecida! A estagiária saiu comigo mais duas vezes, porém nunca mais comi ninguém aqui na sala.
Ainda terei uma secretária, só para mim. Quem sabe alguma querida do cercadinho me envie seu currículo. Esta é apenas uma das minhas taras. Já disse que tenho várias, porém há uma parte da silhueta feminina que me derruba, me desconcerta, me humilha. Aliada ao charme de uma mulher, tal parte já me enfeitiçou (várias vezes), ao ponto de eu ficar literalmente aos pés de uma mulher. Conto isto logo logo...


Um beijo carinhoso e uma mordidinha no pescoço! (por Marcão)

domingo, 25 de março de 2012

Cerveja gelada na porta

Inusitado, estranho, esquisito, mas quando chegava em casa um isopor com gelo e polar dentro, na minha porta. Gostava do mimo deixado pela vizinha aqui. Olhos verdes, cabelos cacheados, corpo escultural, um metro e setenta de altura, separada, 25 anos e um piá.
Morava ao lado, vivia em festas e com amigas. Era divertida, engraçada e linda. Nunca tentei nada, nenhuma abordagem, teve momentos delicados, olhares e até situações atípicas. Meus amigos questionavam, Iberê vai gruda, atucana, atropela e pega. Porém via perto e como amiga.
Com o tempo se mudou, veio morar no local, um casal de idade avançada. Acabou o encanto, o charme e cheiro perfume, trocado por de baseado pelos corredores. Os velhinhos eram viciados, consumiam drogas a revelia.  Garrafas espalhadas, quebradas e fedor de cachaça. Beleza, simpatia, substituídas por rugas, palavras desconexas e atrito. 
O contraste complicado de entender e injusto, queria cerveja gelada na porta. Alguém conhece um asilo para viciados? (por Iberê)

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sábado, 24 de março de 2012

Amo Porto Alegre

Sou viciado em ti, adoro apreciar cada detalhe da tua beleza. Posso ficar horas tomando um chimarrão na orla do Guaíba ou  corrida, pedalada rente ao rio. Quem sabe caminhar pelos parques, ver árvores floridas e escutar o canto do pássaros. Me conquistou ao nascer, quando vi ao redor tantos encantos. Morava ao lado da Gonçalo de Carvalho considerada a rua mais bela do mundo, quando piá, caminhava faceiro até o Parcão ou a Redenção, diversão e tardes animadas.
No inicio corria atrás de uma bola nos campinhos, depois comecei apreciar as lindas gurias circulavam pelo local. As distâncias parecem mínimas, curtas, reduzidas, no colégio bastava um pique e chegava na aula.
Faculdade um ônibus e estava lá na Famecos sonhando ser jornalista. O T5 linha da paixão, passa pelo estádios Olímpico e Beira-Rio. Temos opções de qualidade e nível, no futebol, sou colorado, mas tem outro lado.
Sintonia entre interior e capital, na entrada da cidade de Porto Alegre, mostramos o orgulho, tradição no monumento Laçador, homenagem ao amor por essa terra. Mistura de qualidade e talento, nos esportes pulos na frente com Daiane dos Santos. O charme, na calçada da fama, cidade baixa, bares e boehmia. Gostamos de curtir uma feira com produtos orgânicos de bairro, mas adoramos cultura e a feira do livro. No teatro, tangos e tragédias. Nas letras nível, Caio Fernando Abreu e Nei Lisboa.  Com licença poética o Mario Quintana. Na gastronomia opções,podendo variar de um bauru do Trianon ou picanha do Barranco. Gosto único, quem prova fica na memória o sabor e retorna.   
Como perfeição impossível, até tem algum defeitinho, mas quem falar cuidado, ipon do João Derly.  Eu, já circulei pelo mundo, mas minha alma nunca saiu daqui. Quando estamos juntos me sinto em casa.  (por Iberê)

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sexta-feira, 23 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Se falasse a verdade

Nunca fui sincero, como gostaria. Já menti, alterei fatos, mas impossível responder perguntas de mulheres de forma honesta. Uma resposta espontânea, simples e real, pode destruir uma relação afetiva. Quantas vezes, necessário engolir sem mastigar inhaca com gosto indefinido, depois fingir ter gostado. Um prato ou tentativa de execução feito por ela adoro, pelo menos nas palavras.
Odeio, detesto, porém acabo sendo um mentiroso, levando em respostas previsíveis e sonsas. Verdade fica suspensa, longe, afastada, preciso ter calma, paciência e habilidade em ir tocando. Assim somos todos, mentirosos, falsos, inevitável. Ficamos reféns de incentivos e afeto. 
Estranho, errado, essa postura. Só conheço uma pessoa, usa nas falas apenas a verdade e é um fiasco. Meu pai, nunca mente, nem mede as palavras, opta pela sinceridade extrema. Cada briga e atrito, gerado por palavras colocadas de maneira honesta. Então minhas queridas, vou continuar mentindo, ao menos mentirinhas leves, assim evito confusão desnecessária. (por Iberê)

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sábado, 17 de março de 2012

Ela partiu e fiquei


Éramos tão felizes juntos, sete anos de união, relacionamento baseado em cumplicidade. Contato direto, mas sem palavras bobas e chavões. Tinha até momentos românticos e flores. Apenas foi embora, ausência de briga ou atrito. Quando percebi um espaço e vazio. Lamento tanto a perda, tentei evitar, porém queria novos ares e ambiente amplo para morar. Foi tão feliz por aqui, tomava banho de sol direto, levava água geladinha, tratava com afeto. Deixava com libertada, nunca podei ou cortei. Tinha autonomia para viver. Adorava ficar na janela, vendo alegre, faceira, radiante com o sol. Admirava cada pedacinho, antes de partir, saiba por mim ficava.
Entendo quer seguir, continuar e crescer. Aqui considera espaço limitado para teus projetos e futuro. Vou guardar na memória, quando entramos felizes pela porta. Parecia algo eterno pelo entusiasmo de ambos. Te trouxe no meu colo, estava empolgado com tamanha beleza, envelhecemos, mudamos e vai me deixar.
Continua linda, encantadora, vou sentir tua falta. Querida nos churrascos ao me lado acompanhando a função. Viu tanta coisa, presenciou situações boas e tristes. Foi uma parceira, uma amiga e companheira de fato. Porém confesso quero te ver enterrada e com sol direto na tua cara. (por Iberê)


*Homenagem a muda de cactos, veio pequena, agora com um metro e meio vai se mudar para um sitio.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gigolô de imagem

Foto feita por Iberê, pôr do sol em Porto Alegre
Perdi a noção, o senso e a postura, estou fazendo algo assustador, virei gigolô. Procuro uma com potencial capaz de com ajustes, ficar atraente e sedutora. Faço alterações básicas, toco tonalidade, cor e mando direto para rua buscarem retorno. Ficam encantadoras, vontade de olhar fixo cada pedaço e quase perfeitas, as vezes as mãos acabam se precipitando.
Porém evito, finjo, nem notar a beleza delas e sou até meio seco na despedida. Falo poucas palavras, só desejo sorte e peço para cuidarem mãos bobas e amassos. Porém coloco em risco, entram em bibocas, locais sinistros, confusos, por uns míseros trocados. Confesso, lamento, em momentos, quase invado para buscar de volta e entro na pancada para salvá-las do pior. No entanto, deixo minhas queridas a mercê do destino, lutam por futuro, mudam formato e querem apenas um tempo de descanso. Algo simples como se escorar na parede e relaxar. São tantas, amo todas, mas mesmo assim, despacho ao relento. Admito, mereciam respeito, dignidade e um lar. Se acomodam qualquer lugar, um quarto, sala, já bastam. Humildes sofrem no silêncio, escutam bobagens, ofensas e nem respondem.
Sou viciado nelas, gosto de ajustar, não faço por dinheiro, quero elogios para minhas queridas. Eu me irrito quando ofendem e julgam de forma precipitada. Precisam de consideração, qualidade de vida e quem sabe uma aposentadoria. Pequenas, passam desapercebidas, crescem e viram atrativas. Porém envelhecem ao toque, perdem a essência a cor e vão se despedaçando até ficarem esquecidas como arquivo morto. (por Iberê)

* Singela homenagem a cada foto feita por mim, percorrem trajetos enormes em busca de valorização.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Em lapso

Desculpem queridas, lamento leitores, mas estou sem noção alguma sobre assunto para escrever. Estava ficando igual e sem graça nos textos. Preciso colocar algo criativo, no momento estou com carência de uma ideia qualificada para desenvolver um texto de qualidade. Eu sei, concordo com vocês, não delira, apenas deixa as palavras fluirem, mas não sou escritor. Complicado em breve talvez consiga ou sei lá? (por Iberê)
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